{"id":1028,"date":"2015-05-20T20:55:16","date_gmt":"2015-05-20T20:55:16","guid":{"rendered":"http:\/\/post2015.redclade.org\/?p=1028"},"modified":"2015-05-22T13:27:29","modified_gmt":"2015-05-22T13:27:29","slug":"los-discursos-y-las-polemicas-en-el-foro-mundial-sobre-la-educacion","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/post2015.redclade.org\/?p=1028","title":{"rendered":"Los discursos y las pol\u00e9micas en el Foro Mundial sobre la Educaci\u00f3n"},"content":{"rendered":"<p><em>En el art\u00edculo a continuaci\u00f3n, el coordinador de la Campa\u00f1a Nacional por el Derecho a la Educaci\u00f3n de Brasil, Daniel Cara, nos comparte un relato sobre los debates de\u00a0los dos primeros d\u00edas\u00a0del Foro Mundial sobre la Educaci\u00f3n, que se realiza en Inche\u00f3n, Corea. Lea abajo el texto en portugu\u00e9s\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Por Daniel Cara, de la Campa\u00f1a Nacional por el Derecho a la Educaci\u00f3n de Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Fuente: <a href=\"http:\/\/danielcara.blogosfera.uol.com.br\/2015\/05\/19\/os-discursos-e-as-polemicas-no-forum-mundial-de-educacao\/\" target=\"_blank\">Blog do Daniel Cara<\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_1143\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/post2015.redclade.org\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/hernando.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1143\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1143\" src=\"http:\/\/post2015.redclade.org\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/hernando.jpg\" alt=\"Foto: Hernando Mu\u00f1oz\" width=\"400\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/post2015.redclade.org\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/hernando.jpg 557w, https:\/\/post2015.redclade.org\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/hernando-300x223.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1143\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Hernando Mu\u00f1oz<\/p><\/div>\n<p>Ontem (19\/5) aconteceu a cerim\u00f4nia de abertura do F\u00f3rum Mundial de Educa\u00e7\u00e3o em Incheon, Cor\u00e9ia do Sul. Nos eventos internacionais, normalmente, essas ocasi\u00f5es s\u00e3o momentos protocolares, dedicadas a transmitir apenas uma mensagem geral, evitando qualquer pol\u00eamica.<\/p>\n<p>Por sorte, o que ocorreu foi um pouco diferente. Os oitos oradores apontaram mensagens e caminhos que pautar\u00e3o o evento. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel concordar com todos, mas as posi\u00e7\u00f5es ficaram explicitadas.<!--more--><\/p>\n<p>A Diretora Geral da Unesco, Irina Bokova, refez o caminho das metas de educa\u00e7\u00e3o, iniciado em Jontiem (Tail\u00e2ndia) em 1990, fortalecido no evento de Dacar (Senegal) em 2000 e em redefini\u00e7\u00e3o aqui em Incheon (2015). Ressaltou a presen\u00e7a de mais de 130 ministros neste F\u00f3rum e refor\u00e7ou que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito humano inalien\u00e1vel. Refletiu sobre o fato de que apenas um ter\u00e7o dos pa\u00edses cumpriram as metas de Dacar, que se encerram em dezembro de 2015. Para isso n\u00e3o acontecer novamente, Bokova afirmou que \u00e9 preciso financiamento adequado da educa\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses, refor\u00e7ado por coopera\u00e7\u00e3o internacional onde for necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Irina refor\u00e7ou ainda que para universalizar o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria nos pa\u00edses mais atrasados em termos educacionais s\u00e3o necess\u00e1rios USD 22 bilh\u00f5es por ano de investimento global.<\/p>\n<p>A presidente da Cor\u00e9ia do Sul, Park Geun-hye, fez um discurso elegante. Narrou a travessia sul-coreana de um pa\u00eds devastado pela guerra para uma sociedade desenvolvida. Um dos pilares das mudan\u00e7as se deve ao esfor\u00e7o nacional realizado ap\u00f3s a Guerra da Cor\u00e9ia, pautado em investimento educacional. Segundo ela, para os coreanos, \u201ca educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o cimento para o crescimento da pessoa e da na\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A presidente Park foi sucedida por seu conterr\u00e2neo, Ban Ki-moon. O secret\u00e1rio geral da ONU deu sequ\u00eancia \u00e0 posi\u00e7\u00e3o dela: \u201ca Cor\u00e9ia do Sul \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds que saltou de uma situa\u00e7\u00e3o de p\u00f3s-guerra e de extrema pobreza para um presente de desenvolvimento\u201d. A chave foi o investimento em educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ban Ki-moon reiterou que \u00e9 preciso o investimento adequado em educa\u00e7\u00e3o ao redor do mundo, inclusive como uma arma contra o terrorismo e o desrespeito aos direitos humanos: \u201ca educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um instrumento de seguran\u00e7a. Por isso, terroristas e extremistas atacam escolas\u201d. Essa vis\u00e3o foi seguida por muitos outros oradores.<\/p>\n<p>Adentrando no tema do conceito de educa\u00e7\u00e3o, em suas palavras, refor\u00e7ou que a educa\u00e7\u00e3o supera as profici\u00eancias em matem\u00e1tica, l\u00edngua e ci\u00eancias. \u201c\u00c9 preciso uma educa\u00e7\u00e3o dedicada tamb\u00e9m aos valores, \u00e0 cultura, a formar cidad\u00e3os globais livres e comprometidos com os direitos humanos e a sustentabilidade\u201d.<\/p>\n<p>Diferente de seus compatriotas, o terceiro sul-coreano a falar foi o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim. Foi uma fala infeliz. Al\u00e9m de apresentar a agenda de sua organiza\u00e7\u00e3o como o meio mais eficaz de universalizar uma educa\u00e7\u00e3o dedicada ao fim da pobreza, afirmou que se os latino-americanos estudassem nos pa\u00edses asi\u00e1ticos, hoje, a Am\u00e9rica Latina estaria em outra situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social. O discurso gerou rea\u00e7\u00e3o negativa das delega\u00e7\u00f5es latino-americanas. Afora a indelicadeza, a educa\u00e7\u00e3o, sendo um direito, deve ser um fim em si mesma, n\u00e3o apenas um insumo ao crescimento. Al\u00e9m disso, a rela\u00e7\u00e3o entre educa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento econ\u00f4mico \u00e9 bem mais complexa do que parece no discurso do Sr. Kim.<\/p>\n<p>O diretor do Unicef, Anthony Lake, refor\u00e7ou que nenhuma crian\u00e7a e adolescente pode estar fora da escola. Reiterou que o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um desafio monumental, mas que o direito depende tamb\u00e9m da qualidade: \u201cas crian\u00e7as precisam aprender e isso significa garantir os conhecimentos, as compet\u00eancias e os valores necess\u00e1rios para uma vida plena\u201d.<\/p>\n<p>Os demais oradores seguiram as posi\u00e7\u00f5es de seus antecessores. Coube ao laureado com o Pr\u00eamio Nobel da Paz de 2014, Kailash Satyarthi, concluir os discursos. Ele refor\u00e7ou que muito foi dito nos f\u00f3runs at\u00e9 aqui, muito esfor\u00e7o foi empreendido, mas ainda o mundo est\u00e1 distante de universalizar o direito humano \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Reiterou a demanda por financiamento educacional adequado e foi o orador mais aplaudido do evento.<\/p>\n<p><strong>Estabelecendo o cen\u00e1rio &#8211;\u00a0<\/strong>Os discursos de abertura foram seguidos por um painel de debates, com seis expositores. As tr\u00eas falas mais importantes foram do Pr\u00eamio Nobel de Economia, James Heckman, do assessor das Na\u00e7\u00f5es Unidas, Jefrey Sachs, e da presidente da Campanha Global pela Educa\u00e7\u00e3o, Camilla Croso.<\/p>\n<p>Heckman foi taxativo: \u201cn\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, nem aceit\u00e1vel, fazer pol\u00edtica educacional com base no PISA (sistema de avalia\u00e7\u00e3o internacional do desempenho de estudantes)\u201d. Foi ovacionado.<\/p>\n<p>Sachs, depois de um discurso forte em defesa do financiamento adequado da educa\u00e7\u00e3o apresentou uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00eamica: \u201cdevemos buscar dinheiro com os empres\u00e1rios, os mega bilion\u00e1rios\u201d. Por\u00e9m, al\u00e9m disso n\u00e3o ser suficiente \u2013 a demanda \u00e9 grande \u2013, os recursos n\u00e3o chegam sem condicionantes injustos.<\/p>\n<p>Camilla Croso foi a \u00fanica a reiterar no painel que a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas um direito de crian\u00e7as e jovens, mas tamb\u00e9m de adultos e idosos. Al\u00e9m dela, apenas Irina Bokova teve essa preocupa\u00e7\u00e3o no primeiro dia do evento, o que preocupa.<\/p>\n<p><strong>20\/5: a plen\u00e1ria dos ministros &#8211;\u00a0<\/strong>Na manh\u00e3 de hoje (20\/05) aqui na Cor\u00e9ia do Sul, dos mais de 130 ministros presentes, o ministro da educa\u00e7\u00e3o do Brasil, Renato Janine Ribeiro foi um dos poucos a se pronunciarem. Refor\u00e7ou o esfor\u00e7o brasileiro no combate \u00e0 extrema pobreza e apresentou dados de avan\u00e7o do Brasil no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Inclusive, reiterando a relev\u00e2ncia das a\u00e7\u00f5es de busca ativa dos brasileiros e das brasileiras que est\u00e3o fora da escola.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00eamicas &#8211;<\/strong>Alguns pa\u00edses e organiza\u00e7\u00f5es t\u00eam defendido a extra\u00e7\u00e3o de trechos do documento que exigem que a educa\u00e7\u00e3o seja gratuita. H\u00e1 tamb\u00e9m pol\u00eamicas relativas \u00e0 quest\u00e3o de g\u00eanero e das metas de financiamento da educa\u00e7\u00e3o. A posi\u00e7\u00e3o da sociedade civil e da maior parte dos governos \u00e9 de n\u00e3o retroagir em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s conquistas obtidas no evento pr\u00e9vio realizado em Mascate, em maio de 2014. Vale acompanhar as cenas dos pr\u00f3ximos cap\u00edtulos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>En el art\u00edculo a continuaci\u00f3n, el coordinador de la Campa\u00f1a Nacional por el Derecho a la Educaci\u00f3n de Brasil, Daniel Cara, nos comparte un relato sobre los debates de\u00a0los dos primeros d\u00edas\u00a0del Foro Mundial sobre la Educaci\u00f3n, que se realiza en Inche\u00f3n, Corea. 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